sexta-feira, 2 de outubro de 2009

22º Dia

22º Dia

Desta vez acordei cedo mesmo, às 5:15 hs eu já estava de pé e começava a me preparar. A padaria abrira cedo e então pude tomar meu café da manhã com 3 pãezinhos e margarina “roubada” do quartel. Esperei o Sgto. Ademir voltar para me despedir e caí na estrada.
Eu estava louco para chegar à Salvador e talvez por isso nem senti o tempo passar, a estrada também ficara deserta outra vez com poucos lugares para parar. Assim, quando notei eu já havia pedalado 48 km passando direto por Nazaré. Parei apenas para fotografar uma feira de gado. Achei interessante pois parecia um feirão de automóveis, os interessados vão chegando e fazendo os negócios ali mesmo.
Cidades à beira da rodovia mesmo não havia, somente trevos que dão acesso à cidades como Salinas, São Roque, Maragojipe e Aratibe. Procurava um lugar para almoçar mas não achava e resolvi fazer um lanchinho à beira da rodovia. Neste intervalo acabei conhecendo o segundo biker nesta viagem. Era um alemão chamado Hubert (acho que era esse o nome) http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?uid=10932769780593617800&pid=1254052023915&aid=1253979376$pid=1254049885214 . O cara viajava dando a volta ao mundo. Pelo que deu para entender ele já viajara 14.000 km (putz !). A diferença entre o esquema do Hubert e o meu nem era pequena. Ele tinha apenas uma Kombi onde vinham, um fotógrafo e um cinegrafista registrando sua viagem. Só enquanto estive ao lado dele “conversando” (ou pelo menos tentando) o fotógrafo bateu umas 20 fotos nossas. Aproveitei e dei minha câmera ao fotógrafo, ele bateu umas 4 fotos. Havia ainda outro carro de apoio (tipo van) pilotado por uma alemãzinha que infelizmente não entendi o nome, havia outro rapaz, também alemão, que fazia a assintência mecânica (chique né !) Dentro da van havia todo tipo de ferramentas e peças de reposição prá bike (aliás, que bike !) Uma speed do tipo das que se usam em triatlo, fibra de carbono, pneus tubulares. O peso ? Uns 5 ou 6 kg, quase igual a minha, que com a bagagem pesava 31 kg. Ao encostar na van dirigida pela... sei lá, pela alemãzinha, ela perguntou se eu queria água gelada. É lógico que eu queria, afinal tava um puta calor e água gelada ali era mais valiosa que ouro. Dei minha caramanhola ao rapaz que a devolveu cheinha e geladinha. Ao beber, uma bela surpresa, ao invés de água ele havia enchido a garrafa com um delicioso isotônico, sabor limão (deu vontade de beber tudo mas me controlei).
Todo esse encontro foi feito em cima das bikes, não paramos de pedalar um minuto sequer até nos despedirmos. Quando percebi, tinhamos pedalado juntos uns 20 Km. Eu praticamente estava em Bom Despacho de onde pegaria o ferry-boat em direção à Salvador.
Parei logo depois para fotografar o meu reencontro com o mar http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?uid=10932769780593617800&pid=1254052023915&aid=1253979376$pid=1254049890706 . Que saudades, foi na praia de Paratinga, já no município de Barra Grande. Bati a foto com a cidade de Salvador já ao fundo. Alguns quilômetros à frente parei em Barra Grande para almoçar no Restaurante Talismã, pertencente ao Shell, um baiano muito legal com quem fiz amizade. Fui muito bem atendido e até tomei uma água de côco por conta da casa. Vale a pena conhecer , é muito agrádavel.
Ali mesmo conheci também o Isaac, gente finíssima e muito conhecido no local. Batemos muito papo e ele foi me dando as dicas do local, inclusive foi ele que me informou que eu já estava em Itaparica (eu nem sabia).
Já era tarde quando sai de Barra Grande. Precisava ir embora, mas antes de sair ainda deu para tirar uma foto com o pessoal http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom?uid=10932769780593617800&pid=1254052023915&aid=1253979376$pid=1254049897561 . Eu, o Shell e sua esposa, a Ratinha e o Isaac, ah! e a bike é claro ! Fui convidado à passar na volta por ali pois o Shell me garantiu hospedagem afim de me mostrar os locais mais curtidos por ali. Vou voltar sem dúvida !
Após 15 Km por uma bela estrada, eu chegava finalmente ao ferry-boat. Fiquei louco com o preço da travessia, R$ 3,30 por uma bike enquanto um carro paga R$ 11,00 (pega ladrão). Embarquei e não demorou muito para encostar alguém curioso. Ficaria conhecendo ali o Max e o Alemão. Os dois vendem artesanato sendo que o Alemão é paulista e o Max já havia morado em Santos. Conversamos o tempo todo da travessia. Acabei ganhando um duende do Max (dizia ele que era para proteger) e um... sei lá, esqueci o nome, que era prá dar de presente a Sthefanie. Eles me indicaram o melhor caminho a seguir em direção ao quartel onde eu tentaria a famosa “dormida”. Cheguei direitinho só que tive que voltar todo o trajeto, pois teria que procurar o quartel da PM, no Largo dos Aflitos.
Cheguei ao quartel por volta de 17:30 hs e mais um problema, não era permitida a entrada de bermudas. Tive que aguardar um bom tempo até que alguém das Relações Públicas viesse me atender na porta. Finalmente fui levado à presença do Capitão Amorim. Enquanto conversávamos houve uma ligação do Jornal A Tarde (o maior da região). O Capitão pediu à secretária que anunciasse minha presença ali e assim fui convidado a fazer uma reportagem na manhã seguinte. Depois de tomar um banho recebi uma bandeja com frutas e leite para matar a fome. O rango já havia terminado. Sai para ir ao banco confirmar o depósito por parte da Gelinho. Conforme fôra combinado com o Israel, ele depositaria R$ 150,00. O pagamento agora seria semanal. O Israel explicou que assumira o comando da Gelinho no começo do mês e não sabia nada sobre o patrocinio. Agora está tudo em ordem.
Tentei ainda ligar para a Cintia, prá avisá-la sobre a camisa que deixara prá ela com meu irmão, e também para que pegasse junto com sua camisa a da Carolina e o dinheiro do Betinho (que já devia estar muito puto!). Não foi minha culpa cara, desculpe ! Eu tentei falar com a Dani (não estava) e com meu irmão (nem liguei pois era quarta-feira, dia do futebol dele). Então liguei para minha ex-mulher para saber se havia recebido o dinheiro e acabei tendo a pior notícia do dia, a Teté estava internada com princípio de pneumonia (tinha que acontecer logo agora ?) . Fiquei caidão pois sempre estive ao lado dela todas as vêzes em que fôra internada. Agora eu nada podia fazer, tô muito longe e com muita saudade. Força filhinha !
Depois dessa só indo dormir !

Ficha Técnica

Velocidade média: 18,90 km/h
Velocidade máxima: 49,70 km/h
Percurso total: 114,74 km/h
Tempo de percurso: 6:10 hs

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